Mostrando postagens com marcador Desenho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenho. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de junho de 2011

As Aventuras de Tintin

Olá pessoas!

Hoje quero falar sobre o desenho, e também quadrinhos, As Aventuras de Tintin.
As Aventuras de Tintin, de início, eram apenas quadrinhos feitos em traços simples, criados em 1929, pelo belga Helgé (Georges Prosper Remi).

A história é sobre um jovem repórter de nome Tintin, que junto com seu cãozinho Milú, tenta desvendar mistérios que sempre acabam em grandes aventuras. Tintin também conta com a ajuda de seu grande amigo capitão Haddock, com quem vive no castelo de Moulinsart.

Helgé criou para As Aventuras de Tintin cerca de 350 personagens, listei aqui apenas os principais.

Tintin é descrito como um jovem inteligente, perspicaz e de coração nobre, também aventureiro e curioso. É caracterizado por suas calças de golfe e seu topete loiro. Está sempre com seu amigo fiel Milú, um cãozinho branco da raça fox-terrier.
O capitão Archibald Haddock, é o típico lobo do mar rabugento, beberrão e amante do álcool, mas de bom coração, ele é como um pai para Tintin.
Outro personagem é o professor Trifólio Girassol, grande amigo de Haddock, é um cientista distraído e com deficiência auditiva, devido a isso, muitas vezes acaba irritando seu amigo, o capitão.
Por fim, os detetives Dupond e Dupont que, embora idênticos, exceto pelo bigode (o de Dupond é reto, enquanto o de Dupont faz curvas), não são parentes. Os dois não são nem um pouco inteligentes ou discretos e chegam mesmo a ser estúpidos. O principal para eles é fazer cumprir a lei.

Tintin possui, ao todo, 23 aventuras e uma incompleta, devido à morte de Helgé. Sua primeira aparição foi em 10 de Janeiro de 1929 no jornal Le Vingtième Siècle. Na TV, Tintin tem uma série lançada em 1961 pela Belvision e dirigida por Ray Goossens. Já no cinema há um filme de bonecos feito em stop-motion em preto e branco, dirigido por Wilfried Bouchery e Cle Keerbergen-Malines em 1947, e há algumas adaptações feitas na década de 60 por Philippe Condroyer. E foi adaptado para desenho em 1991, pela Nelvana.
















Hoje, existem uma grande variedade de produtos de Tintin, como cartões, selos, roupas, pijamas, bonés, jogos, bonecos, pelúcias, estatuetas e muito mais. E existem, inclusive, lojas próprias do Tintin em Londres.














Para quem quiser saber muito mais sobre esse herói e suas aventuras, eu recomendo esse site brasileiro especializado no assunto: http://www.tintimportintim.com/



"Sou eu, sob todas as formas! Tintim, quando quero ser heróico, perfeito; os Dupondt, quando sou estúpido; Haddock, sou eu quando tenho vontade de me exteriorizar."
Hergé

quarta-feira, 31 de março de 2010

"Desenha-me um carneiro..."

Olá pessoal, agora o blog já está mais ajeitadinho, vai melhorando a medida que eu aprendo a mecher nisso aqui... ^^''' bom... como primeiro assunto, eu queria falar para vocês sobre um livro lindo que eu adoro, e que já encantou várias gerações e encanta até hoje... creio que a maioria já conhece e, inclusive, já deve até ter lido, quem não leu ainda leia pois é uma verdadeira obra prima.
Eu quero falar sobre o livro 'O Pequeno Príncipe' de Antoine de Saint-Exupéry. Este livro magnífico com certeza merece um post. E já aviso, que muitos posts meus serão sobre livros, pois adoro.

O Pequeno Príncipe, ao contrário do que muitos pensam, não é um livro para crianças. É claro que se uma ler ela vai gostar da história e vai entendê-la, mas apenas superficialmente. O Pequeno Príncipe, é um livro complexo e toca fundo no coração das pessoas por falar de sentimentos, através de questões simples Exupéry questiona o mundo e as pessoas. Ele mostra como as pessoas se preocupam com coisas inúteis e não com o que é realmente importante.

Isso nos é mostrado durante a história várias vezes com os personagens que o pequeno príncipe visitava nos outros planetas, como o rei, o vaidoso, o bêbado, o empresário,o acendedor, o geógrafo.
A história é muito profunda e para os mais observadores é triste, completamente triste.
Quando penso nisso sempre lembro quando o principezinho diz:

"- Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e quatro vezes! (...)
- Quando a gente está muito triste, gosta de admirar o pôr do sol..."

A tristeza dele era imensa.
Uma das passagens que eu mais gosto é a da raposa. Já devem ter ouvido isso antes:

"- (...) Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. (...)"

A raposa no meu ver é um dos personagens mais fascinantes e cativantes, também um dos mais sábios.

"- (...) Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."

Antone de Saint-Exupéry escreveu e ilustrou o Pequeno Príncipe um ano antes de sua morte, em 1944. Nascido na França, era piloto de avião e participou da 2ª Guerra Mundial, em uma missão de reconhecimento na África, no dia 31 de Julho, ele jamais retornou.
Em 1935, quando ia de Paris a Saigon, seu avião se espatifa em um planalto, e Exupéry vagou três dias pelo deserto até um beduíno o resgatar.
Quando escreveu O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry estava exilado nos Estados Unidos, seu país havia sido tomado pelos alemães.

Resenha tirada do próprio livro:
"Há seis anos, sofri um pane no deserto do Saara. Alguma coisa se quebrara no motor. E como não trazia comigo nem mecânico nem passageiros, preparei-me para executar sozinho aquele difícil concerto. Era para mim questão de vida ou morte. A água que eu tinha para beber só dava para oito dias.
Na primeira noite adormeci sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Estava mais isolado que um náufrago num bote perdido no meio do oceano. Imaginem qual foi minha surpresa quando, ao amanhecer, uma vozinha estranha me acordou. Dizia:
-Por favor, desenha-me um carneiro!
Levantei-me num salto, como se tivesse sido atingido por um raio. Esfreguei bem os olhos. Olhei ao meu redor. E vi aquele homenzinho extraordinário que me observava seriamente. Olhava para essa aparição com os olhos arregalados de espanto.
Não se esqueçam que me achava a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Quando consegui falar, perguntei-lhe:
- Mas... que fazes aqui?
E ele repetiu, então, lentamente, como se estivesse dizendo algo muito sério:
- Por favor... desenha-me um carneiro.
E foi assim que conheci, um dia, o pequeno príncipe."

A primeira edição do Pequeno Príncipe foi publicada em 1943, nos Estados Unidos. No Brasil, a edição está a cargo da editora Agir, que lançou o livro com as aquarelas do autor e teve tradução de Dom Marcos Barbosa.


Mais recentemente, a editora lançou o livro em pop-up (as ilustrações parecem saltar do papel).
Ele vem com o texto intengral, e para amantes do pequeno príncipe esta edição não pode faltar.
Já comprei o meu apesar de possui o simples, e é simplesmente lindo! Compensa totalmente comprá-lo.













Existem também o filme e o desenho do Pequeno Príncipe. O filme é um musical de 1974, da Paramount, com Richard Kiley, como o aviador, Gene Wilder(A Fantástica Fábrica de Chocolate - 1971) como a raposa e Steven Warner como o pequeno príncipe. Existem duas versões do DVD, o DVD simples e o DVD em embalagem especial.















O desenho é antigo também, e possui vários DVDs. Recentemente, foi lançado o Box em português com os quatro DVDs, ele é fornecido pela CONQUEST.


Bom, aqui coloquei as informações mais básicas sobre O Pequeno Príncipe, no próximo post vou trazer mais novidades sobre ele.
Para a biografia de Antoine de Saint-Exupéry, extrai dados do site :
Este site fala sobre o Pequeno Príncipe e a exposição sobre ele que ocorreu na Oca no final do ano passado. Vale a pena acessar e dar uma conferida.

"ACASO

Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso. "

(Antoine de Saint-Exupéry)